A regulamentação de visitas Belo Horizonte é um dos temas que mais gera dúvidas em famílias que passaram por uma separação. Quem pode pedir? Como funciona na prática? O que acontece se um dos pais não cumprir o acordo? E os avós têm direito de visitar os netos?

Neste guia você vai encontrar respostas claras, sem juridiquês, baseadas na legislação atual e nas decisões dos tribunais brasileiros em 2026.
O que é a regulamentação de visitas Belo Horizonte?
A regulamentação de visitas Belo Horizonte — tecnicamente chamada de regime de convivência — é a definição legal de como será o contato entre o filho e o genitor que não mora com ele após a separação. Ela pode ser estabelecida de duas formas:
- Por acordo entre os pais, homologado pelo juiz — mais rápido e menos desgastante
- Por decisão judicial, quando não há consenso — o juiz define dias, horários e condições
O objetivo central é garantir que a criança mantenha vínculo afetivo com ambos os genitores — independentemente dos conflitos entre os adultos. A convivência familiar é um direito fundamental da criança, garantido pelo artigo 227 da Constituição Federal e pelo ECA.
Importante: o termo “visitas” ficou desatualizado com a Lei nº 13.058/2014. O correto hoje é “regime de convivência” — porque pai e mãe não são visitas na vida dos filhos. A convivência engloba muito mais do que finais de semana: inclui rotina escolar, atividades, pernoites e datas especiais.
Quando pedir a regulamentação de visitas em BH?
A regulamentação de visitas Belo Horizonte é recomendada sempre que houver risco de conflito sobre a convivência — mesmo quando a separação é amigável. Situações que exigem formalização:
- Um dos pais está dificultando ou impedindo o contato com os filhos
- Há desentendimentos frequentes sobre horários, datas especiais ou feriados
- Suspeita de alienação parental
- Um dos pais vai mudar de cidade ou estado
- O acordo informal não está sendo respeitado
- Reconhecimento de paternidade recente
- Separação de união estável com filhos
Mesmo quando os pais estão em bons termos, formalizar o acordo evita problemas futuros. Um documento claro e homologado pelo juiz garante segurança jurídica para toda a família.

Como funciona o regime de convivência na prática?
O regime de convivência mais comum em BH e em todo o Brasil inclui:
- Finais de semana alternados — o filho passa com cada genitor em semanas alternadas, geralmente de sexta à noite até domingo
- Um dia fixo na semana — para manter o vínculo durante a semana, com ou sem pernoite
- Férias divididas — cada genitor fica com a criança metade das férias escolares
- Datas especiais — Natal, Ano Novo, aniversários e Dia das Mães/Pais são alternados ou divididos
Quando há guarda compartilhada, o regime de convivência é geralmente mais equilibrado — mas ainda assim precisa ser formalizado para evitar conflitos sobre detalhes práticos como transporte, pernoites durante a semana e feriados.
Regulamentação de visitas: quem define o transporte da criança?
Uma das dúvidas mais práticas: quem busca e leva a criança? A regra geral adotada pelos tribunais é que o genitor que irá exercer a convivência é responsável pelo transporte — ou seja, vai buscar a criança e a devolve ao final. Mas isso pode ser negociado e acordado de forma diferente.
Quando há desequilíbrio financeiro entre os pais ou dificuldades de locomoção, o juiz pode determinar que os custos de transporte sejam compartilhados ou que o genitor com mais recursos arque com a maior parte.
O que acontece se a regulamentação de visitas Belo Horizonte for descumprida?
O descumprimento do regime de convivência tem consequências sérias. Dependendo de quem descumpre e de como:
- O genitor que impede as visitas pode responder por alienação parental (Lei nº 12.318/2010) — com advertência judicial, acompanhamento psicológico obrigatório e até inversão de guarda
- Multa diária (astreintes) — o juiz pode fixar multa por cada dia de descumprimento
- Busca e apreensão — em casos graves, o juiz determina que a criança seja entregue ao genitor prejudicado
- O genitor que não aparece nas visitas também pode ter a guarda revista se o padrão se repetir
Dica prática: registre sempre os descumprimentos. Mensagens de WhatsApp, e-mails, print de chamadas ignoradas e testemunhas são provas fundamentais em uma eventual ação judicial. Quanto mais documentado, mais fácil para o advogado agir.
Pensão alimentícia e visitas são independentes
Esse é um dos maiores erros que as famílias cometem: usar as visitas como “moeda de troca” pela pensão alimentícia. São obrigações completamente independentes.
Se o pai não paga a pensão alimentícia, o caminho correto é a execução judicial — não impedir as visitas. E vice-versa: se a mãe impede as visitas, isso não justifica parar de pagar a pensão. Cada descumprimento tem seu próprio remédio jurídico.
Avós e outros familiares têm direito de visitar?
Sim. A legislação brasileira reconhece o direito de convivência não apenas dos pais, mas também de avós, tios, padrastos, madrastas e outras pessoas com vínculo afetivo significativo com a criança — desde que o contato seja importante para o bem-estar do menor.
Na prática, avós que enfrentam dificuldade para ver os netos após o divórcio dos pais podem ajuizar ação própria de regulamentação de convivência avoenga. O juiz avalia o vínculo afetivo e a importância da relação para o desenvolvimento da criança.
A regulamentação de visitas Belo Horizonte pode ser alterada?
Sim. O regime de convivência não é definitivo. Mudanças na rotina dos pais, na idade da criança, em suas necessidades ou em situações de risco podem justificar uma revisão judicial. Para alterar, é preciso ingressar com ação de revisão e demonstrar que a mudança atende melhor ao interesse da criança.
Se você está passando por um divórcio com filhos em BH, já inclua a regulamentação de visitas no processo — evita uma ação separada depois e garante que tudo fique definido desde o início.
Como um advogado de família em BH pode ajudar
A regulamentação de visitas Belo Horizonte parece simples — mas um acordo mal elaborado gera conflitos intermináveis. Um advogado especializado em Direito de Família em Belo Horizonte pode elaborar um acordo completo que preveja cada detalhe, representar seus interesses se houver litígio e agir rapidamente em casos de descumprimento.
Está com dificuldade de ver seus filhos ou precisa formalizar o regime de convivência em BH? Fale com o escritório Diego Gomes & André Alves Advogados. Atendemos presencialmente em Belo Horizonte e online para todo o Brasil.

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